NÃO é pra Jesus...

Eu acredito que o Deus da bíblia é o mesmo Deus que eu sirvo.
Por isso, acredito que Deus "fala" e usa do meio de comunicação que Ele escolher. Visões, audivelmente, impressões no espírito, sentimentos, etc.

A razão pela qual estou dizendo isso é a seguinte:
Logo que eu renasci, comecei a receber visões em relação ao meu futuro e àquilo que Deus havia me chamado para ser/fazer aqui na Terra.

E isso era bom.
O problema é que a natureza pecaminosa é excelente em criar ruído na comunicação.

Por causa da carne e das visões que eu tive, eu achava que Deus queria que eu fosse famoso.

Eu sei que parece ridículo quando eu digo isso, porém também sei que muitos de vocês querem ter um grande ministério, tocar/pregar para multidões, ter uma grande igreja, milhares e milhares de jovens, adolescentes, adultos...

Presta atenção no que eu vou falar:
Não existe nenhum princípio bíblico que justifique o seu desejo de ser famoso e estar falando/cantando na frente de milhares e milhares de pessoas.
Isso é a sua carne querendo ser famoso, especial e conhecido.

REJEITE esse sentimento pois ele não é de Deus.

Não racionalize esse sentimento dizendo: É pra Jesus.
Se é pra Jesus, você não precisa estar em cima de um palco com um microfone na mão.

prontofalei.

Eu, o Megafone e o Chamado

No último dia 25 o Megafone gravou o CD ao vivo.
O Megafone começou como a banda dos adolescentes da nossa igreja (lá por 2002). No final de 2006 já tinhamos um monte de música e sentimos que era hora de gravar um CD (depois de um monte de gente do grupo pedir para a gente gravar o louvor do culto para que eles pudessem ouvir em casa).

Gravamos o CD "Fiel até o Fim" em janeiro de 2007, e em quanto finalizamos as gravações do cd já tinhamos mais uma "galera de músicas".

No final de 2007, eu e a Taty sentimos que Deus estava nos chamando para virmos para os EUA para trabalhar com adolescentes aqui. Obecedemos o chamado e nos mudamos em Abril de 2008.

Sem dúvida alguma, deixar a banda foi um dos processos mais difíceis. Primeiro porque estavamos juntos há uns 5 anos, segundo porque investimos tudo que a gente tinha e não tinha no ministério durante 2007 e terceiro porque não sabiamos qual seria o futuro da banda.

Foi então que, recentemente, eu e a Taty entendemos algo que mudou a forma com que nós vemos as nossas vidas.

Como seres mortais, nós naturalmente nos apegamos ao COMO, ao ONDE e ao QUANDO.
Nós nos apegamos a expressão do nosso chamado, ao onde estamos plantados e ao quando aquilo que sonhamos vai se realizar.

Porém, aquilo que é mais importante reside no PORQUÊ e no O QUÊ.
Na razão pela qual você existe e naquilo que Deus te chamou para fazer.
Porém aquilo que Deus te chamou para fazer (o quê) não depende da expressão (como).

Eu defino expressão a sua profissão e/ou ministério na igreja.
Por exemplo, se você é chamado para pastorear, você não precisa trabalhar na igreja como pastor. Para servir e/ou profetizar, você não precisa tocar música ou cantar. Para evangelizar, você não precisa ser missionário.

Quando a sua identidade está firmada na expressão do seu chamado, você perde o foco de Cristo.

Minha identidade, por exemplo, não pode ser baseada em ter uma banda, em ter uma agência de publicidade, em pastorear jovens, produzir videos, etc.

Minha identidade está baseada em ser quem Deus me chamou para ser (chamado) em qualquer expressão (profissão/ministério), local ou tempo que Deus escolher.

Quando chegamos a essa conclusão, o nosso nível de ansiedade diminuiu drasticamente.

Temos aprendido a viver/aproveitar o hoje (quando) e tudo que isso agrega:
O local onde vivemos (onde) e o ministério que exercemos na igreja aqui (como).

Não sabemos como será o futuro, mas sabemos quem somos (o quê) e o porquê vivemos, e isso é o que importa.

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